19.6.06

Docentes


Vestido de baralho
Sonhos inocentes se transformam em acordes preguiçosos e sustenidos
Sem a audácia da minha ausência
Sem precisar sair

Vou guinar o guia norte fraco do flanco azul de nossas pernas
Sobre o vegetal uniforne que nos tornamos
Sobre a briga do ócio do ópio mal coletado na selva raza da tua mente

Olhamos para o mundo de portas fechadas para minhas esperanças
E eu te culpei por ser só mais uma neste nicho que só pensa em diversão

Não, eu não sou um solinho fúnebre de uma simples guitarra em meio aquele samba
Sou mais que um pandeiro maltrado na execução da cadência
Sou mais que o lindo choro do cavaco agudo em brilhantismo
Mais que o 5º dedo graveando na sétima corda acústica daquele célebre violão

Sou a sinfonia dos corpos em imaginação promíscua
Sou a fé na tangência
O suor da face de quem nunca deixou de amar a si mesmo
Num partido alto banlançado nas cordas da guela da dona do bar da moda entre os velhos e novos docentes

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