23.2.06

na lanchonete pão de queijo, no mercado.

1.
Esta voz rouca e trêmula
este rosnado contido
este eco de latrina,
não é grito, não é nada,
apenas a imensa vontade de cantar.

2.
daqui, do alto da santa amélia, mirante de lugar nenhum,
onde as mansões roubaram a vista,
tudo parece possível, tudo parece contido,
no espelho da lagoa mar.

3.
veja se não são erratas
esses abraços, esses sorrisos,
quem antes era detestado
hoje empresta dinheiro e não cobra juros,
virou o rei dos enforcados.


para pôr na traseira do carro:

... (!) ...SEJA HONESTO, POUPE O MUNDO DE MAIS UM CANALHA...(!) ...

22.2.06

Os Espíritos Invadiram a Globo





Agora o espiritismo vira moda, não tem saída. A globo anda rodando um tema faz algum tempo. Primeiro na novela América, onde o fantasma de não sei quem aparecia para ajudar ou quando o Tião morreu e encontrou alguém de sua família. Agora nós temos a novela Alma Gêmea, que trata do tema distorcendo a doutrina espírita. Em uma matéria, o roteirista exibia sua felicidade por ver que tantos brasileiros se familiarizavam com as coisas que ele acreditavam e que o amor é a chave que move o mundo e que blá blá blá blá... Eu só nunca entendi como a Serena é o espírito de uma pessoa que cronologicamente a novela nos mostra que a Serena já tinha nascido quando essa pessoa morreu... ou seria eu que não entendo a novela? E agora a mais nova reaparição da reaparição no "Vale a Pena Ver De Novo": A Viagem. Esse "Vale a Pena Ver De Novo" tá repetindo ele mesmo agora? Se é para reprisar reprises por que não colocaram "Que Rei Sou Eu?"... essa era até engraçadinha, ou seria eu que era besta quando criança?

Bem, não sei, sei que alguma coisa tem, alguém deve estar sendo visitado pelo Roberto Marinho na emissora, só pode... e o mesmo, depois de ter visto que o mundo além do mundo existe, voltou para contar e continuar mandando em seus chumbetas e estes por suas vezes, fazendo a cabeça de milhares de brasileiros.

Parece brincadeira? Pois não duvidem não. Minha teoria é que Roberto Marinho continua mandando na Globo e no Brasil até depois de morto.

Falta o quê agora? Espíritos no BigBrother? Atores Fantasmas se organizando em sindicatos por falta de pagamentos?

Sou curioso assíduo da doutrina espírita, mas isso dá Globo viajar no tema... será uma boa idéia? Ainda mais destorcendo a filosofia?

É pagar pra ver... ou não ver, para quem não tem o dom.

21.2.06

quebrando o ritmo.

Sistemas Religiosos.

Windows = Calvinista (autonomia, (in)evolução independente, o topo da inteligência artificial)
MAC = Católico (pague e vá pro céu)
Linux = Agnóstico (o conhecimento é suficiente)

16.2.06

casaco de chuva

em dia de sol
vestir um casaco de chuva,
sair para beber a enchente.

15.2.06

Pílulas, prefixos e radicais

Desdiz a culpa
E diz desculpa

13.2.06

das pílulas azuis...

no orgasmo, espasmo.
no pós, marasmo.
no fim, iconoclasmo.

12.2.06

Da proposta de poemas pílulas

O RATO ROEU A ROUPA,
O PANO DA BOCA,
A MANTA DOS OLHOS DELA...
E FEZ-SE O BEIJO.

Da Varanda

Vou lavar os pratos
Pois tem uma vida lá fora

11.2.06

Poemas Pílulas

Dos tipos pequenos
E que se engolem rápido

10.2.06

Fino Coletivo

Quem é o cara de branco aí?



Presságio

Eu
Estava triste
Cansado de você
Mais do que você imagina

Eu
Estava triste
Cansado de viver
Mas voltei pra você

8.2.06

Mortal Kombat vs. Street Figther 2

Clique na figura e assista à luta do momento. Os gamers geração SNES vão se amarrar nisso aí.

É um pouco grande mais vale a pena.

7.2.06

A Mário Quintana


O que pode o homem contra a mão incansável do tempo?

Inventar para si um novo tempo
e fazer do lirismo uma arma de guerra,
enxergar poesia
até no que o gato enterra,
como se pela manhã
três sóis brotassem na janela,
como se cada tom de cinza de um dia escuro e triste
guardasse em si a possibilidade de virar aquarela,
brilhante como o lírio
estampado no vestido da moça bela.

O poeta cruza a soleira da vida
e faz de si parte da terra, das tardes melancólicas,
dos soluços da madrugada vazia...
e quando ressurge o dia
o poeta com ele renasce e vive cada instante,
depois dobra o dia, põe no bolso
e acolhe a noite com a resignação
de quem sabe que é guardador de nuvens,
tecelão de sonhos, fabricante de luz,
sagaz-lúdico-homem,
inocente gato com guelrras.

4.2.06

Quem é quem?




















Quando ele jogar a bomba, espero sinceramente,
que minha pele de petróleo
encontre teu peito de urânio.

Dancemos Juntos nos porões da guerra atômica,
esperemos calmamente a queda do império,
já que a nova Roma não nos cabe
nem poderá com o manto negro do Islã,
sabe amor, não haverá Bagdá em Teerã.

Quando ele jogar a bomba, no arfã do poder incontável,
na ânsia cega de impor a falsa liberdade,
um novo mundo nascerá no nosso quintal,
e a gente rindo, vendo nascer o novo do banal.

3.2.06

um, dois, testando o eco do horizonte...


ponha uma coisa na sua cabeça Luzia:
impossível lavar
o que afogado está.











Descansar as asas aqui
deixar meus rastros
meus passos de ar.

Ouvir palavras de encanto, de dor, de espanto,
talvez canções de ninar


Passarinhar por estas bandas
formar novo ninho
deixar as coisas um poucos minhas,
ocupar espaço
separar os dias,
quem sabe assim não dançamos no meio da agonia...

Aqui quem fala é passarinho
Luiz Carlos Canário
do alto da condição de chão.

1.2.06

Fok Piaçabuçu



Andar de bate-bate foi legal, mas esse carrinho amarelo não andava nada, tive que trocar por um verde no meio da destruição total, mas aí eu fiquei impossível e foi só fok_ió_ass.






Mas o mais divertido mesmo da viagem foi ir para uma ilha no meio do rio São Francisco às exatas 2:06 da madruga, não dando para ver um barco a nossa frente, salvo o espelho d'água que se formava mostrando o caminho. Pena que o barqueiro se encontrava mais alcolizado do que nós e acabou achando um caminho no meio das plantas de raízes fortes que tomavam conta de alguns trechos do caminho cristalino. Isso mesmo, encalhamos no Velho Chico na madruga com um bêbado chato gritando no pé do nosso ouvido.


Abaixo, já estamos voltando da ilha, depois de um super-aventura a cavalo eu consegui as seguintes proezas:
- cair do bicho em pé e ainda sair dizendo: "capoeira não cai, capoeira escorrega."
- meter a cabeça num árvore e guardar arronhões no céu da cuca para mostrar àqueles que duvidarem.
-sair correndo de um danado de um eqüino demarcador de território que avançou na burrinha que o Canário guiava numa carroça.
- arrancar uma manga verde em plena carroça em velocidade e melar o rosto com o leite da manga.


A viagem não foi das melhores, mas como diz o ditado Antropofágico Alagoano: "O que faz não é o local e sim as companhias".