13.1.06

A armadura dos anjos

Façamos amor com as palavras
Pois elas são seres de sentimentos fortes e expressivos
Algumas nos esnobam e fingem que nem existimos
Mais a grande maioria empírica
Zigue-zagueia pelos paredes sem teto destes mundos

Palavras contêm o poder de acomodar inquietações absurdas
E as vezes até exageradas
Então elas são flechadas a tiro seco
Sem dó nem piedade
E a tauba de tiro ao alvaro
Às vezes se derrama e chora
E às vezes é dura como rocha
E devolve além da flecha, o arco

Mas o que seria dos espinhos, sem a flores
Pois que existem palavras charmosas e cheirosas
De pernas delineadas
Que caminham para um só ventre do mundo
Os do amor
Palavras como paixão, carinho, afeto, desejo...
E outras que podes estar a pensar agora
E outras ainda um pouco mais torpes
Guardam dentro de si
A armadura dos anjos
E nos toca com sua espada celeste
Qaundo entramos em modo desatino

1 De lírio(s):

Anonymous Anônimo ...

muito adjetivo aí...

Canário.

16 janeiro, 2006 23:45  

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