7.8.05

Teoria da Simplicidade dos Computadores

Ao som de algo que não se cansa, imaginação fértil dos desajeitados do mundo de sujeitos não passivos. Ao que não me falhe a memória, Mariazinha, a dona de toda a geração de bons homens do universo global, chorou ao ver os fígados enrijecidos pela natureza alcóolica das coisas. Os pensamentos vêm e vão nos papos re-fundamentados nas mesas de bar em bares. E a palavra "mágoa" se repete ao fundo do consciente da narradora daquele tal livro que nunca li. Palavras soltas, que juntas, transmitem um tal qualquer assunto, que talvez nem me interesse, mas que eis uma interessante constante sobre a brincadeira que invento agora para conseguir ninar feliz:

Pois que mesmo que digas que os computadores são complicados, concordo com aquela loirinha que um dia disse que eles são bastante simples, pois trabalham apenas com duas constantes. Mas nós, nós somos piores, que além das 26 letras de um alfabeto inteiro, temos os sinais e os números, sem dizer que nos comunicamos com gestos, olhares, faces, sobrancelhas, há quem consiga falar até pelos cotovelos, ou seja, várias variáveis, que em conjunto, possuem a capacidade de formar outras várias variáveis, pois se eu digo "meu amorzinho" com um sorriso no rosto, ela responde "o que é?" com um outro sorriso, mas se eu falo "meu amorzinho" com o canto da boca levantado pra cima, ela responde "o que é?" do mesmo jeitinho. O que eu finalmente quero dizer com isso tudo? De início não queria dizer nada, apenas fui escrevendo, mas agora percebo o quanto somos complicados e complicamo-nos cada vez mais por sermos assim, "tão complicados" (com sobrancelhas voltadas para baixo e testa enrugada).

Voltemos a teoria da simplicidade dos computadores. Na verdade, aqui, faço uma analogia que o ser humano tem uma incrível mania de fazer "tempestades em copos de água", pois que estamos tão fadados ao raciocínio lento e preguiçoso, que se algo foge ao nosso padrão (alguns chamam de costume), para nós hoje simples, algo ainda mais simples (bem mais simples) nos chega aos olhos com um adjunto adverbial complicado e o cerébro já acha que será difícil processar (como talvez o seu tenha feito, quando usei 'com um adjunto adverbial complicado' ao invés de 'como complicado').

E neste circuito de raciocínios lentos e preguiçosos, flagramos ainda um outro sintoma de caráter bastante interessante, a amnésia sobre um assunto recente, pois que às vezes, dificultamos tanto nosso entendimento sobre um certo assunto bastante simples, que o cérebro muda de assunto (alguns chamam de viagem) temporariamente e quando volta à tona por qualquer motivo exterior, percebe: "Sobre o quê estávamos falando mesmo?".

Sim, você já passou por isso, principalmente naquelas ocasiões de discussões com seu parceiro (ou parceira), na qual você nem estava entendendo mais o que o mesmo (ou a mesma) estava falando e ao fim, talvez, você tenha tido que concordar, apenas por não saber o desfecho que ele (ou ela), sozinho, tomou de tal conversa e evitar uma nova confusão pela sua ausência de atenção sobre o simples assunto complicado. E no futuro, você repete o erro ao qual ele disse que você estava errada (no desfecho) e você responde que nunca disse que estava errada e o crime está feito. Voltasse toda a complicação baseada em coisas pequenas e simples.

Complicado isso tudo?

3 De lírio(s):

Blogger 5 ...

1. A Linguagem, parece-me ser apenas uma metáfora.

2. pare de usar drogas pesadas.

08 agosto, 2005 19:25  
Anonymous Anônimo ...

primeira coisa: começar a escrever muito é sinal de amor pela palavra.
segunda coisa: quem escreve muito lapida um pouco.
terceira coisa: vc está usando drogas mesmo? uhuahauhauhauha

09 agosto, 2005 20:26  
Anonymous perdido ...

Cola é uma droga mesmo.

PS: Mas os computadores são simples mesmo. Complicado é o homem que complica tudo que o envolve.

11 agosto, 2005 17:53  

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