16.7.05

Arquetípicas Entidades

Inerente ao ser, a curiosidade, esta de realidades alheias. O motivo de estrondoso sucesso destes programas de tevê , inúmeras revistas de celebridades e este daqui (o mais famoso do momento). Atiça-se ainda mais com a figura do mito, o espetáculo e a distância. O advento da internet, como tecnologia de duas pontas, transforma a normalidade em atraente, cria certa distância entre o observador e o ponto. Talvez, seja a internet um artefato destruidor do espetáculo. Em primeira vista a interpretação pode ser comum aos célebres citados acima, mas a questão é encontrar outra perspectiva. Se não há a anormalidade no mito, se torna comum, logo, na normalidade o mito está morto.
É o caso deste site em que o responsável vasculha programas de p2p (kazaa, soulseek, emule) em busca de pastas compartilhadas com fotos pessoais dos usuários. Milhares de rostos estranhos, incelebridades, desconhecidos em fotos comuns e não-comuns. Passatempo de horas.
Todos somos autênticos, nos momentos de ruptura da rotina, longe do mercado e de nossas mesas de trabalho.

*Poderíamos chamar de Voyeurismo, mas não cabe aqui o conceito de conotação sexual. Vai lá.


1 De lírio(s):

Blogger 5 ...

ADENDO:

"quem não é estranho, não é normal"

"de perto, ninguém é normal"

17 julho, 2005 12:59  

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