31.7.05

não mais do mesmo

risadas pintadas
sorrisos mofados
são dentes guardados
em volumes de água

manchas manchadas
petardos macios
engolidos a seco
de água de rio

vidas roubadas
são vidas passadas
guloseimas perdidas
deveras sortidas

pessoas nascidas
pessoa massante
palavras retidas
de-vida crocante

25.7.05

24.7.05

vida de cachorro

vida de cachorro
tu quando queres, dormes
eu quando quero dormir, a mulher vem me acordar para o filho acalentar
quando tu morre, morres
quando morro, desço sem mulher a prestar contas a lucifer

21.7.05

Hoje eu vou tomar um chopp

Hoje eu vou tomar um chopp
Hoje eu vou beber pra relembrar
Da minha cidade querida
De uma Maceió tão linda
Ai que saudade que dá...
Do meu lugar...

Do Posto 7 em Jatiúca
A minha praia de Guaxuma
As ruas do Jaraguá

Dum chorinho num barzinho
Jacintinho é na sinuca
Cachorrão eu tô com uma
E a cachaça é só virar

Garçom me trada um cerveja
Dona Moça minha nêga
Me ensina a requebrar
Vamu sambar...
Vamu sambar...

Escrita em São Paulo, na saudade imensa desta terra maravilhosa chamada Maceió

16.7.05


Ainda me chamam de gordo.

Arquetípicas Entidades

Inerente ao ser, a curiosidade, esta de realidades alheias. O motivo de estrondoso sucesso destes programas de tevê , inúmeras revistas de celebridades e este daqui (o mais famoso do momento). Atiça-se ainda mais com a figura do mito, o espetáculo e a distância. O advento da internet, como tecnologia de duas pontas, transforma a normalidade em atraente, cria certa distância entre o observador e o ponto. Talvez, seja a internet um artefato destruidor do espetáculo. Em primeira vista a interpretação pode ser comum aos célebres citados acima, mas a questão é encontrar outra perspectiva. Se não há a anormalidade no mito, se torna comum, logo, na normalidade o mito está morto.
É o caso deste site em que o responsável vasculha programas de p2p (kazaa, soulseek, emule) em busca de pastas compartilhadas com fotos pessoais dos usuários. Milhares de rostos estranhos, incelebridades, desconhecidos em fotos comuns e não-comuns. Passatempo de horas.
Todos somos autênticos, nos momentos de ruptura da rotina, longe do mercado e de nossas mesas de trabalho.

*Poderíamos chamar de Voyeurismo, mas não cabe aqui o conceito de conotação sexual. Vai lá.


14.7.05

O LADRÃO DE VERSOS ANGLO-SAXÔNIO

quando você
olhar
para algum corpo
que não seja, tão
perfeito
olhe
olhe
direito
pois,
pois cada
olhar
contêm o seu
defeito


quem sabe o conceito
de um preconceito?


de fernando catatau, no disco Ciclo da De.Cadência

11.7.05

A saga continua

Das ruas mais frias
Vi palavras de Gentiliza
Do cigarro no bolso esquerdo de meu casaco
Pude tragar temas profundos
Os que levo na bagagem

Das sombras dos viadutos
Vi clarões da realidade do mundo
E conversamos mais sobre isso e aquilo outro

No sebo da estação
Ouvi conversas dos anônimos pensadores do mundo
Sobre os anônimos pensadores do mundo
E eis que um deles esbravejou palavras:
"A exclusão da classe sem classe
Os que nascem, vivem e morrem nas ruas"
E o copo americano de café preto fervente
Do negro anônimo-inteligente que ali se encontrava

Se a cidade é maravilhosa
Não sei com certeza
Pois maravilhosa mesmo
Só a minha cidade
Mas fiquei encantado
Com o tamanho da Rocinha
Não com o "sensacionalismo pão e circo"
Como já disse mais um profeta amigo

Câmeras de vigilha
Seguram-se no mito da segurança pública
Como pôde ser visto no último Fantástico
E como em toda cidade
Quem é polícia?
Quem é bandido?

O Chopp bem que caiu bem
Já que em todo o mundo
Uma mão suja a outra

E lá vamos nós novamente
Na van que leva a multidão

Vi uma alagoana ambulante
Falando bem de Maceió
No centro da grande cidade
E isso me encheu de orgulho
Morte e vida nordestina
A saga continua

Sigo com minha toca vermelha
Guardando o pensamento
Do frio quem me traz a tosse
Masco mais um chiclete
Acendo mais um cigarro
Nos passeios entre o subúrbio
E os bairros nobres
E ao fim do dia
Mais algumas trocas de acordes

Sigo
Não dando azar para a sorte
Nem muito menos
Sorte ao azar

Sigo
Morte e vida nordestina
A saga continua

10.7.05

Ingenualidade

Talvez seja preciso apanhar para perceber que o que anda acontecendo, já aconteceu no passado e hoje, também não dará em nada. Mas enquanto isso, caminho para que aconteça, com toda minha ingenualidade.

6.7.05

Gordinho...

Irmãozão cheio de redondância... domingo estou por aí, levo algumas letras comigo... prepare alguns acordes e uma boa taça de vinho... vamos brincar de boêmia nostalgia... é rocha?! ^_^

Dona Moça II

Deixo na lembrança
Uma saudade gostosa
De quem vai voltar cheio de carinhos

Deixo
Na caixa de correio de teus seios
Um coraçãozinho todo apertado
Embrulhado em fitas de oração

Levo comigo
O sabor de teu beijo
O cheiro de tua pele
O desenho de tua boca
O formato de teu corpo

Levo
Em uma caixinha
Com teu nome cravado em pau-brasil
Os abraços e carícias
O molde de nossos lábios
A letra de tua música
E um retrato recém acordado

4.7.05

Passeio eu pela internet, orkutiando algumas bandas alagoanas e me deparo com:

"Cadê o Xique Baratinho? 17/6/2005 01:26
Quando vocês vem fazer um som aqui em São paulo?adorei o show que vi aqui no sesc pompéia ano passado!A música Alagoana é foda !Sonic Jr.,Xique Baratinho,Wado e realismo fantástico,mopho...só banda boa!eu e meus amigos, somos fãs da musica de vocês Alagoanos!Until soon."

E isso aê... a música alagoana é FODA!!!

NÓIS É FODA E NUM ARREDA PÉ!!!

Três Marias

Ê vida que saudade
Que saudade que é viver

Você tem 7 vidas
E eu não sei o que é viver
Eu morro de saudades
Só quero uma com você

Lá no céu tem 3 estrelas
Uma é minha, outra é tua
A outra é nossa criança
Uma linda criatura

Ê vida que saudade
Que saudade que é viver

Já se foram 7 dias
E eu só lembro de você
Eu morro de saudades
Já não sei o que é viver

Encontrei com 3 Marias
Perguntando de você
Apertou-me um nó no peito
Quando dei-me a reponder

Ê vida que saudade
Que saudade que é viver

Você tem 7 vidas
Hoje eu volto pra te ver
Lá no céu tem 3 estrelas
Hoje eu volto pra você
Ê vida...

Já se foram 7 dias
Hoje eu volto pra te ver
Encontrei com 3 Marias
Hoje eu volto pra você
Ê vida...