5.6.05

Versal

Eu sou o verso
Que te encalça as entranhas
Alagoano como
O universo estranho
Chamado transverso

Eu sou o verso
Que te enlaça em encalço
Descalço e melado de lama
Nas chuvas de junho
Da fogueira em que nasci

Eu sou transversal
Por verso universal

Dos Tiros nas calçadas alagoanas
Dos choros
Nos corpos das crianças
Na verdade do sangue
Na dor pura da fome

Eu sou do verso antropofágico
Eu sou o mago
Na raíz do samba
O coco de roda
E a poeira nordestina

Eu sou o feto
No ventre da grande bola
O último dia do rio
No sopro dos pífanos
Da rabeca e das cordas
Do grande mestre
Chamado Nelson

Eu sou versos soltos
Apenas por ter espírito alagoano

Eu sou as meninas do pastoril
Sou de Caçuá
Pois sou Brasil

Eu sou o Duo
Eu sou Manola

Eu sou a Santa Dica
No rasta fumaçado
Nas vibrações de paz

Eu sou o bem e o mal
Tupi or not Tupi
Eu sou versal

5 De lírio(s):

Blogger Ernani Viana ...

Foi mal por quase ter rasgado fuleragem! Um abraço meu irmão!

05 junho, 2005 17:43  
Blogger mabem ...

tranquilo brother... era só o rascunho... a versão oficial está aqui guardada já... alem q acabei de perceber q esqueci uns detalhes... depois colocarei...

05 junho, 2005 18:50  
Blogger 5 ...

eu sou o soul!

pererê parará!

05 junho, 2005 22:01  
Blogger 5 ...

porra, saudades dos tempos, em que cagávamos criando e criávamos cagando.

05 junho, 2005 22:02  
Anonymous Anônimo ...

eu tb sou e fico feliz pq fui chamado em casa pra ser versal, feliz mesmo.

08 junho, 2005 19:08  

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