19.6.05

O Moço da Cidade

Zé!
Tem sangue no mato Zé
Sangue taiado
Iguar das perxera
Do fi de cumpádi Luizinho

Deve de ter sido
Briga das boa Zé
Daquelas de fazê
Jegue corrê dum coice só

Sabe purque?
Pur mó de que
Iá Ciciliana
Andou de chamego
Cheia de atrito
Cum o vizinho
De Mané Tião

Sabe quem é não?
Aquele moço da cidade
Garoto novo
Bem vestido
Que anda num carro forçante
Que diz que cheio de cavalo dentu

Foi sim Zé
Mas pode cunfiar
Pode que eu vi
Eu num gosto não dessas coisa não
Mas que eu vi, eu vi
Eu juro

Deve de ter sido por mó de dinhêro né?
Muié é todas igual
Num pode ver moço de fora
Mas agora...
Agora nem adianta mais
O moço sumiu...
Deve de tá é fugido
Ou morrido de morte matada

Óia Zé
Mió tu calá teu bico
Fica só entre nós dois, né não?
Esse negócio de tá espaiando
Pode dá causo sério

Óia
Eu nem quero sabê dessas história
Num fica me falando dessas coisas não Zé...

Pronto Carol, feita exclusivamente após ter lido seu comentário na poesia anterior.

3 De lírio(s):

Blogger .anA ...

É, deve de ter sido pur mó di dinhêro... pur mó de status... pur mó de aparência... pur mó de tédio... pur mó de carência... pur mó de quarquer coisa, menos pur mó daquele bichinho doído feito o cão, aquilo que butaram o nome de amor... Isso só acontece ca gente, cumpádi. Cum os oto é tudo mais simples.

19 junho, 2005 12:38  
Blogger mabem ...

:)

19 junho, 2005 12:44  
Anonymous Carol ...

Obrigada pela parte que me toca ;)

Mas se for por uma boa causa (que vc sabe qual), pode ficar uns POUCOS dias sem atualizar...

Beijinhos!

20 junho, 2005 21:18  

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