21.6.05

Nasci da Fogueira de um São João

Particularmente, adoro o número 21. Não tinha melhor dia para inventar de ter nascido, acho até que esperei alguns dias, só para ser o canceriano que sou... assim sem lar... logo do primeiro dia.

Nasci da fogueira de um São João e relembrando nos retratos guardados da infância, lá estão os bolos com desenhos de balões, fogueiras com madeiras de chocolate, chapéu de palha na cabeça e bigode com costeleta pintados no rosto.

Sim, nasci da fogueira de um São João. No meio dos rojões e das comidas típicas, estas sim eu ainda não aprendi a gostar. No meio de uma camisa de botão quadriculada, fazendo pose de homem para o flash do "olha o passarinho", com toda a pivetada a estourar balões e estralos bebés.

Foi, nasci da fogueira de um São João. De um anarriê gostoso, cantado com gosto nas quadrilhas e brincadeiras juninas. No meio de um inverno frio e chuvoso, logo no dia 1 da estação.

Nasci da fogueira de um São João. No samba enrendo do meu samba enredo. Do forró harmonizado pelo agudo do triângulo, zabumbado no compasso de um bom sanfoneiro. No coco de roda e de todos os outros folguedos.

Nasci da fogueira de um São João. Alagoano que sou. Capoeirista que sou. Nasci da malandragem de um velho preto mandingueiro, vestido de branco e com navalha escondida na sola do sapato bem ajustado. Da força de Zumbi dos Palmares, o maior herói brasileiro.

Nasci da fogueira de um São João. É fato. Incotestável como os abraços daquela que, hoje, faz-me feliz.

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