3.5.05

A Vingança de Messias contra o Muro das Lamentações Paralelas

E será que tudo não passara de mera ilusão?
Todas aquelas nuvens
E sonhos sortidos com coberturas de chocolate?
Tudo o que havia de mais lindo
Como os doces dos lábios colados em chama?
As partidas de futebol ao pé da cama
Os pães quentinhos de todas as manhãs
E os boa-noites cheios de paixão e ternura?

Agora pela floresta negra do ar pálido
Gozo do desejo infantil de ser limpidamente eterno
Falho nas inúteis tentativas em frente ao espelho
Que antes refletia toda a insensatez
Do que um dia rogaria apenas
Sete vagosos anos de má sorte

Não fosse a foice do destino a golpear tão forte
E mais que isso
Sua incrível capacidade de surpreender
Como um verdadeiro remédio
Para aquele soluço que chega até a ser doentio
Onde corre o risco de se internar dentro de si mesmo
Escrevendo logo a beira da maçaneta lateral
Jaz aqui um lobisomem fatalmente louco

Que se deixem devorar uns aos outros
Eis que os fatos mais detalhistas
Ou a eficiência de desvendar os pormenores
Eis que quanto mais intrigante
Mais único
Simplesmente mais fácil
O difícil mesmo: cair na rotina

Out/2003

2 De lírio(s):

Anonymous Anônimo ...

tatuzinho, q foi q houve contigo? A gente precisa se comunicar.

05 maio, 2005 13:02  
Blogger mabem ...

eu não tinha percebido, mas esta poesia antiga tem tudo a ver com meu dia de hj...

será que aquele gato preto que vi me trará algum tipo de sorte... tomara que sim!!!

:~(

05 maio, 2005 13:07  

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