7.5.05

Dor, Senhora da Poesia

Água corrente para lavar este corpo
Sujo das mulheres que nunca andei

Água benta para levar esta alma
Que se afoga no mar da solidão sem fim

Água fria para suprir esta garganta
Sufocada de nunca gritar

Água limpa para batizar este pagão
Água cristalina para provar a maldade do mundo

Água imunda para que vejas
O quanto me fizestes mal

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