26.4.05

Vale do Silêncio

Havia algumas manchas de sangue enfeitando a calçada. O carro parado entregava o ocorrido, faróis quebrados, lataria amassada e o som estridente da buzina que insistia em não cessar. O cheiro forte de morte pairava no local e eu ali, da varanda da minha casa, paralisada, assistindo a todo o circo recém armado ali fora. Eu havia insistido à minha filha para que hoje fosse namorar na calçada, pretendia jantar a sós com meu novo namorado. O próprio, o dono do uno preto, provavelmente embriagado, amassando minha única família. Os pedaços de tijolos jogados para dentro do terreno, deixava jazer metade do corpo de minha querida no jardim de casa.

5 De lírio(s):

Anonymous Carol ...

Que horrível, mas legal. Fazia tempo que não postava nada parecido. E pra mim que andei meio ausente, foi legal ter sido recebida novamente com esse texto. ;)

Saudade da gente conversar viu garoto?

26 abril, 2005 16:30  
Blogger Luíz Carlos Canário ...

podre, por isso mesmo bom, bom não, boa: boa prosa podre, meu caro...

26 abril, 2005 21:40  
Blogger mabem ...

pois eh carol... faz um tempinho q nao trocamos assuntos...

foi podre foi? foi neh?

proposital...

27 abril, 2005 11:04  
Blogger Luíz Carlos Canário ...

Gostei tanto dessa parada que voltei pra ler novamente. Aquela história de deixar as palavras sairem para depois por significado nelas não me sai da kbeça.

28 abril, 2005 09:06  
Blogger mabem ...

muito obrigado sr. canário... depois conversamos sobre isso q nao te sai da mente ;)

28 abril, 2005 13:18  

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