18.3.05

Pequeno Ensaio Teórico sobre a Rotina em um Relacionamento

Às vezes o ser humano só precisa de uma dose de romantismo para se deixar levar pelas espumas das ondas mais suaves e gentis. São nesses momentos que os detalhes se tornam as fotografias recortadas e coladas no mural da memória... a areia fina molhada na praia ao caminhar à noite, os pedidos de desculpas sinceros, as macarronadas assistindo televisão, invasões às casas de amigos, o sexo na pia da cozinha, o sabonete escorregando de mão em mão e pelas costas...

Mas a rotina é insistente em tentar sempre terminar com isto tudo. Ela ataca de todos os jeitos e por todos os lados e na grande maioria ela vence, mas também só poderia, pois mais paciente que ela, somente a morte. Podem se passar um, dois, três, quatro anos... a rotina não se cansa e ela nem precisa de banco de reservas. Enquanto a dupla vai exaustivamente lutando, às vezes até sem saber, contra o aparentemente inevitável. O pior é quando eles sabem, na grande maioria só se descobre tarde, não existe um manual para isso, não existe um personal trainer que nos prepare para esta luta infinita. Porém, existe dentro de cada um, uma saída; um fôlego guardado para os momentos de universal emergência... mas só com relacionamentos após relacionamentos, descobrimos o local exato de tal compartimento secreto. E no fim, as pessoas só o utilizam dois ou três relacionamentos depois.

continua...

2 De lírio(s):

Anonymous Carol ...

Simplesmente maravilhoso...você sempre adivinha o que estou querendo ler. E não existia escrito melhor pra mim do que este no momento.

19 março, 2005 11:02  
Blogger mabem ...

é sempre bom tocar sempre alguém

20 março, 2005 01:00  

Postar um comentário (Comentar)

<< Início