28.3.05

Calçadão

Seu bêbado
Meu pobre amigo
Também sinto pena de ti
Assim como eu
Tão triste e só
Hoje tu tens a mim
Não sei do teu caso
Mas no teu rosto...
Palavras mudas e sem tradução
Nossos cabelos grisalhos
Quase que eu te conheci
Olha bem pra mim
Encurralado na lama do teu eu
Não adianta fugir
Nem fingir pra nós mesmos
Ou chorar, hoje não
Confesso-me minha fraqueza
Franco que sou
Seu grandíssimo idiota
Meu nobre inimigo
Forçando uma saída
Entre nossas rugas
Espero que um dia
Seu ninguém
Entendas que não somos alguém
E nem nos peça explicação

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