13.2.05

Um pouco de vômito

Saudade.... Saudade... Saudade... Sentimento estranho que traz sensação de vazio. Saudade de quando a caneta e o papel capitavam com excelência a essência momentânea de meu ser. Saudade dos jogos de capoeira. Dos churrascos à beira da piscina. Das cervejas intermináveis regadadas a muito caldinhos de peixe e feijão no "buraco da Andréia". Saudade daquele velho cigarro após o cafezinho da cantina, sentado naquele banco azul. Das andanças de biciclita, de quando a passagem do transporte urbano custava apenas centavos. Dos primeiros shows da Cogumelos. Saudades do meu EU ausente de sentimentos tão presentes que chegam a parafrasear um parafraseado de meu pai: "O poeta fingi sentir a dor que ele não sente"... ou coisa parecida. Saudade das aulas de eletrônica. Dos violões nas areias noturnas da praias. Saudades suas naqueles tempo que tenho agora saudade. Quando tudo ainda era simples e eu quis conquistar o mundo. Saudades dos pequenos erros. Saudade de antes de nos encontrarmos de novo. De quando te pedi um tempo e te dei um murro. Saudades de mim mesmo, de minha estória com final feliz...

Talvez deve-se chorar todas as lágrimas possíveis em prestações necessárias, para que o resevartório vazio dê lugar para um passe qualquer do destino.

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