1.1.05

Fantástico mesmo foi o que não lembro que talvez fiz dos 27 aos 42 anos de minha vida, quando finalmente acordei dos terriveis sonhos sexuais que tinha enquanto jazia na maca fria de lençóis azuis do Hospital Geral Frida Gusmão. Restou-me então fortes dores na virilha e marcas de mordiscadas no pescoço. Se por acaso foi aquela enfermeira de corpo branco e esbelto, de busto grande e agradável e pelos loiros, fico feliz. Se foi o pensamento impuro que que acaba de entrecortar a minha mente como forma de desvaneios seguidos e atormentados, continuo infeliz do jeito que já fui antes do maldito acontecido.

Infeliz pela mulher que nunca tive e que mesmo assim caiu nas graças de outro. Infeliz pelos filhos que nunca desejei e hoje sinto tanta falta. Pela 38 que não comprei e que hoje faria justiça ao meu sofrimento solitário e sordido, com esses de sombrio e sem sentido. Talvez que minha fé ainda não tenha sido abalada, por isso redijo palavras que nem sei se passearam um dia por este cérebro infame e inflamável como o conjunto que agora é. Preciso me ater a algum super-heroi imbatível como o Chapolin ou o Capitão Caverna, ou o mendingo da esquina o qual eu chamara de vagabundo.

Para terminar esta tragédia grega, cito com enorme pesar um de meus poemas de fase de esperança: "Jaz aqui um homem forte."

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