9.9.04

TOSCONTO

Desde o acontecimento do estranho, elas já não trajavam seus exuberantes e ridículos chapéis. Os longos vestidos, não mais provacavam escárnio, com toda a antiga variação de cores berrantes. A aura da pseudo-beleza estava morta. MORTE. MEDO. (sic)
Mas essas não faziam parte da dança, do flerte cósmico. Cavalos a postos, todos os olhos se voltam para o centro, o velho aponta a arma para cima. Um dia incomum, não era mais uma corrida rotineira, o acontecimento teria afetado diretamente os corredores. Por alguma razão, apenas os eqüinos não viam um palmo a sua frente, estavam CEGOS, literalmente. MAS, o show há de continuar, a sociedade do espetáculo pedia, clamava.
(POW)
Foi dada largada. Furdunço, sairam os corcéis, como garranos árdegos. Todas as raias variavam, disputando a segunda colocação.
(sic)
Na corrida dos cavalos cegos, disparado ia um chocalho na raia zero.

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