21.1.04

Quão longe são os campos?

Não há graça alguma no que poderá ser. Lamentos e lembranças. No curto corredor entre o ócio e a solidão, a felicidade estava no que foi. Trata-se sempre disso, o evento e a memória, e as vezes no que podia ter sido. Agora, os fatos, solidão. Não existe o diálogo no monólogo. Dois mais dois, lógico, quatro. A memória ressoa nos vastos campos da mente. Os impulsos são de retorno. Inquietude somado ao silêncio, silêncio até que barulhento ecoando nos jardins da idéia. Três vezes três, é é...é muito! Tempestade de vácuo. Passado amado, bocejos de presente. Encontrei um novo amigo, sempre ganho dele no xadrez. Ops, as apresentações, mais novo amigo, "eu". As longas discussões não existem mais, "eu" pensa sempre igual a mim. Os diálogos resumem-se a opinião que é o ponto de partida, e um reluzente monossílabo "sim!". Os ombros pesam. Recolhem-se as lástimas e os desejos. Deus não pode me acudir, não com sua inexistência. Atamo-nos aos fatos, vazio. Vazio. Humm. Deve ser fome. Vou comer, uma nova consciência.

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