19.12.03

Trajetória

E olha nossos nomes nas manchetes dos jornais
E toda a decadência de uma vida impunimente pública
É o que deseja os malditos queridinhos da sociedade
E minhas poesias não mais te tocam o peito
E esse fogo que arde em minha cintura
É desejo daquelas noites de paixão nos moteis do mundo
E quando foi que este fim começou? Será que você se lembra?
É, vai ver nem havia percebido
E vai ver também que todas as nossas traições nem causaram ciúmes
Então me dizes o que ainda fazemos
Em tanto tempo juntos
Em tanto tempo separados
És senhora e mãe de meus descendentes
És a que deixou deitado enfermo
E nem derramou ao menos um lágrima de solidão
Espero que possamos morrer felizes
Espero não te encontrar em nenhuma outra vida fodida como essa


Perante a morte de seu corpo de carne
Carlitos percebera as lembranças de suas vidas passadas
Onde sofrera justamente a mesma solidão
E então andou perplexo pelos vales da morte
Desafiando a própria Dona do Mundo
Em gritos e sussuros desesperados


Os piratas que ali residiam
Tentaram trilhar o caminho
Mas nem mesmo o óbvio era mais óbvio
E quanto daquilo já fora visto em sonho
E em momentos de tristeza e sofreguidão


Foda-se Gaya, mãe da Terra
Que se exploda também aquela que se diz rainha do mar
O monte Cantos, os seus prantos
E todos os pecados blasfemados contra
O Onipotente, Onipresente
E todos os outros Oni's que possam existir
Com temperos de adjetivos impuros e insanos

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