17.4.03

às de copas vs. o coringa
(nem canhões)

escuta esse som
o som de um livro aberto sem motivo
o que se procura é alguma palavra
alguma promessa em que se apoiar
aquela que servirá de bote salva-vida
para no momento certo do desgozo
usá-la como o poder dos jogos de aventura
a carta final
os detalhes foram marcados na grande mente
a bela de junho em minha calçada mal varrida
os ossos dos mortos e a minha divisão da vida
em três fases subdivididas
de mais ou menos duas décadas
a descoberta do mundo
a descoberta do suor
a descoberta da alma
e as pedras jogadas na grande deusa
atire-me contra todos e todas
não meu espírito desprendido e desgastado
não se vá agora
tão poucos entenderam o que sentes e o que pretendes
não se dê por vencido
escreva mais linhas de tuas lindas poesias
pois são nelas que me inspiro
não se vá meu grande espírito iluminado
pois são teus dons que me fazem querer cantar e dançar
e não julgue os que ainda não te olharam
nem sofra com o pensamento de um dia não ter olhar
os olhares da esperança me consome
mas com você longe nunca mais vou esperar
deita em minha cama meu bem, meu grande amor
deita em meu corpo sedento de sangue e suor
sendento de fogo e prazer
da brisa que paira sobre nossos elos matrimoniais
meu filme romântico, meu livro espírita
vem aqui, deixa eu lavar essa tua alma (gêmea)
não se vá meu espírito de belas penas (pernas), de longa asa
volta com toda tua áurea de sonhadora
meu vaso de sala, meu bem, minha amante amada
só por sentir tanta a tua falta
e tua falta tão presente em mim
sinto que não falta mais nenhum resto de falta
nem de pifes, nem caixões
nem bandolins, nem canhões
nem tamborins

escrita em 17 /04
modificada agorinha

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