10.4.03

29 de fevereiro

Nas calçadas sombrias
Com todas aquelas inabitadas mansões do realejo
Ao relento
Relembranças de uma cidadizinha mórbida e sem futuro (sentido)
Cenário completo de filmes de bang-ação
Tudo acabou no dia que aquela moça acordou todos a gritar
Um romancizinho chulo como tantos outros
E tragédia, coisa de Conan Doyle e seu personagem ficção
Não mais se dão esmolas, nem os procurados
Os mais caros deles
Nem esses se aventuram a tal solidão
Nem o astro maior, deus do dia e da luz
Lançando seu olhar raivoso
Conseguiu manter-se em pé com lembranças de tal, ali, no chão
A natureza, tão perfeita por ser imperfeita
Jogou-se embora nos trilhos do último vagão
E neste mesmo fora vista pela última
Tão bela jovem
Enredo cênico de toda escrita editada sobre a situação
Nem mesmo, por incrível (impossível) que pareça
Nem mesmo os espíritos dos mortos pela vingança
Mantiveram-se alegres por mais de um verão
E assim foram todos os séculos
As texturas desgastadas das faixadas
As mudanças vetorial dos ventos
O repente das janelas enferrujadas
E alguns desencarnados
Tentando minha reencarnação

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