12.3.03

o lobo e a hiena

de mãos em cima das teclas
olhos comprenetados
e a mente naquela mesma praia de ontem a noite
escritos dizem que minhas ações
são sem emoções
ah se soubessem eles
do que só nós dois sabemos
e tantas luzes e tantas curvas
o valor da vida cobrado sempre a cada dia
e às vezes (muitas são às vezes)
que já tínhamos dado tudo o que tínhamos para dar
o vagabundo a seu cargo renunciou e voltou ao seu lar
e tantas nunvens e tantas névoas claras
e tantas gemas, marias, joanas
tantas maçãs e tantas serpentes
nas ruas dos pensamentos mais humanos
e desce novamente o sol
mas agora mais não
não mais irá assutar
a invenção da energia elétrica
da bomba atômica, da guerra nuclear
e cavalgando por entre as águas
até o mais ressacado bêbado
tem medo de gostar e nunca mais voltar
e eu aqui com medo do meu amor
felizes as felícias
as índias dançando suas danças sensuais
acasalamentos polígamos
fode as velhas fofoqueiras
ode a toda cadeia alimentar
no topo estarei eu

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