28.2.03

Vestibular da UFAL - Ano de 2046 - PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA

1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:

" jumento e o cavalinho
eles nunca andam só
quando sai pra passear
levam a égua pocotó"

(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)

a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica a cerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.

b) Ao posicionar em um mesmo patamar personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor " jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.

c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como
contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.

d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoísmo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário.
Compare o estilo da obra de MC Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra.

roubado descaradamente do abobra

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